MAIO, MÊS DE MARIA

Olá Pe. Auricélio Paulino.

Saudações do teu grande amigo Luís, vejo que está tudo de bem contigo, andas feliz e cheio de vida, o que é muito mesmo, muito bom, a todos os teus paroquianos deixo uma mensagem, que te guardem, ajudem, e sejam todos felizes com a ajuda da nossa querida mãe MARIA.

O mês de Maio é dedicado a Maria. Trata-se de uma antiga tradição popular, que foi assumida pela Igreja, homenageando a pessoa da Mãe de Jesus. Ela merece dos cristãos, um carinho todo especial pelo seu importante papel na história da salvação. Deus a escolheu para ser a mãe do Salvador, planificou-a com sua graça, por isso proclamamos “Avé-maria, cheia de graça, o Senhor é convosco”. Para todos nós, ela é modelo de fé e de oração, de contemplação do mistério divino. É a mulher obediente à Palavra de Deus, de quem Isabel testemunhou: “Bem-aventurada a que acreditou, porque se há-de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas”. (Lc 1, 45) É modelo de amor e doação, que se põe a caminho para servir a prima Isabel, que está a serviço e preocupada com os noivos nas Bodas de Caná. É a mãe terna que ampara e protege seus filhos e sempre nos aconselha para que sejamos fiéis a Jesus: “Fazei tudo o que Ele vos disser”. (Jo2,5)
O carinho do povo por Maria faz com que ela seja louvada de diferentes maneiras, com diversos títulos. É o cumprimento da profecia que fez em seu cântico do Magnificat: “Todas as gerações me chamarão bem-aventurada.” (Lc 1, 48) O importante é que esse amor não se reduza a devocionismos ou meras celebrações festivas, mas se concretize na vivência do evangelho de seu Filho Divino. A verdadeira devoção a Maria se manifesta na imitação de suas virtudes, praticando os ensinamentos de Jesus. A verdadeira devoção, também, reconhece que Maria é importante, mas é a segunda no plano da salvação. O primeiro lugar pertence a Jesus. Ressalte-se, também, que Maria é uma mulher que viveu plenamente a sua feminilidade. Muitas vezes os louvores que lhe tributamos parecem ofuscarem esta verdade: ela é uma mulher simples, humilde, divina na vida do povo. Mulher pobre, da periferia, que viveu a migração e a exclusão. Mãe zelosa, que cuidou de Jesus com afecto e
dedicação, trocando suas fraldas, ajudando-o a dar os primeiros passos, cuidando de sua roupa e alimentação, ensinando as lições da vida, enfim, fazendo o mesmo que nossas mães fazem. Mulher forte aos pés da cruz e ao receber em seus braços só corpo e sangue de seu Filho querido. Ela nos convida a rezar e a louvar: “Minha alma glorifica o Senhor e exulta meu espírito em Deus meu Salvador”. (Lc 1, 46-47) Mas também nos convida a empenhar na luta pela justiça, pela construção de um mundo novo, numa clara opção pelos pobres e marginalizados, os seus filhos predilectos. Pois no seu cântico nos recorda de que lado Deus e ela estão: “Derruba do trono os poderosos e eleva os humildes; aos famintos enche de bens, e despede os ricos de mãos vazias”. (Lc1,52-53) Maria é muito importante na vida de Jesus e deve ser também em nossa vida. Ela é a cristã autêntica, comprometida com o Reino de Deus, sempre dócil e obediente à vontade do Senhor. Modelo de Igreja,
modelo para todos os cristãos. Muitos já falaram das maravilhas espirituais de Maria. É preciso, também, que lembremos suas outras dimensões. O fundamental é proclamá-la mãe de Deus, da Igreja e de toda a humanidade. Proclamá-la como imaculada, pura, santa, mas também como pessoa forte, corajosa, que assumiu plenamente seu papel de mulher e de mãe. Quando falamos de Maria como modelo, há o perigo de vê-la longínqua, ou ao menos fora de nós, como vemos os nossos heróis. Na verdade, Maria é parte essencial da Igreja. Podemos dizer que a Igreja está dentro de Maria e Maria está dentro da Igreja. Essa verdade foi acentuada, sobretudo, pelo Papa João Paulo II na encíclica Redemptoris Mater, que leva o sugestivo título: A Bem-aventurada Virgem Maria na vida da Igreja que está a caminho: “Existe uma correspondência singular entre o momento da Encarnação do Verbo e o momento do nascimento da Igreja. E a pessoa que une esses dois momentos é Maria: Maria em Nazaré
e Maria no Cenáculo de Jerusalém” (n. 24). Depois de acentuar Maria no centro da vida da Igreja, conclui o Papa: “A Virgem Maria está constantemente presente na caminhada de fé do Povo de Deus” (n. 35). “A Igreja mantém em toda a sua vida, uma ligação com a Mãe de Deus que abraça, no mistério salvífico, o passado, o presente e o futuro; e venera-a como Mãe da humanidade” (n. 47).
Para ti, com muito amor e esperança, deste teu humilde filho,

Luís Querido – Fátima em Portugal

Uma resposta to “MAIO, MÊS DE MARIA”

  1. Juliana Says:

    mes de maria e:um mes de rezar o terço,todos os dias

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